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Mostrando postagens de novembro, 2017
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A CURANDEIRA Seria ela uma feiticeira? Uma fada? A fada madrinha? Em suas mãos não havia a varinha de condão Estava vazia a mão Mas o milagre existia Dela alguma coisa saía Porque o doente se curava Era o seu rezar? Seu olhar? A curandeira vivia a sussurrar Parecia que a si mesma vivia a falar E vivia a curar... e a curar sonia delsin 
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COMEÇO MEIO E FIM Não é assim Dentro do sonho grito: Não é assim! Começo, meio e fim Luto para difundir minha ideia Não há fim Começo houve Meio existe Mas fim? No sonho persigo meus ideais Encontro quem deseja me ouvir Quem se nega a me ouvir Quem explicações tenta me dar Dentro do sonho é um viajar E não chego a me enfadar Fico a falar, a falar, a gritar Até acordar sonia delsin  
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A DOR MAIS DOLORIDA O nome dela era Margarida Sempre me dizia A minha dor mais doída É a dor de não ter vivido a vida sonia delsin 
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UMA MULTIDÃO Não falo de meia dúzia de pessoas Falo de uma multidão Uma multidão gritando Uma multidão Uma revolta Uma ideia torta ... Falo de frontes erguidas ... Cabeças corroídas Pelos vermes E falo da falta do amor Quanta incompreensão! sonia delsin 
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ESTAVA TE ESPERANDO (para meu netinho amado) Eu sabia que existias Que estavas guardado no eterno E que virias Simplesmente te aguardava E vieste Lindo Um menino de olhos doces, amendoados Vieste quando meus anos se adiantavam E vieste me olhando Desde pequenino me fitando os olhos Buscando algo dentro de mim Entregando algo de dentro de ti Meu neto Eu te esperava E vieste E estás em minha vida, enfeitando-a Colorindo-a sonia delsin 
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EM COMUNHÃO Em comunhão com Deus vivo plenamente Vibro na semente Na dor latente Em comunhão com Deus eu consolo Não me isolo Em comunhão com Deus eu entrego Não me nego Em comunhão com Deus eu vivo Não vegeto Não sou objeto Nem abjeto Em comunhão com Deus escolho o caminho reto sonia delsin 
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QUE SERIA? que seria de meu dia sem poesia? ... esta poesia que transpiro por todos os poros que seria de meu dia sem esta pontada de nostalgia? esta que me diferencia e desta alegria que por vezes a todos contagia? que seria de meu dia? eu silenciaria? as comportas fechariam? os versos reprimidos ficariam aturdidos? não chegou este dia penso que jamais chegará porque estou enraizada à poesia sonia delsin  
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NA CALADA DA NOITE Sim, posso contar Do que vi, do que ouvi No silêncio das coisas dormidas Nas lembranças doutras vidas Chegaram cavalheiros bem vestidos Damas tímidas, recatadas E risadas Dos meninos Posso contar do pomar Do caju maduro Do olhar mais puro Mas quem acreditaria? Por que não acreditar no que se passou outrora? O vento não leva tudo embora O guardador do tempo se encarrega de guardar E na calada da noite quanta coisa pode chegar!   sonia delsin 
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MEIGUICES DE IAIÁ as saias varrendo o chão Tonha com vassoura na mão ficava olhando a menina como não amar aqueles azuis olhos? aquela boquinha risonha... sim, ela amava a meiga Iaiá sonia delsin  
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AO SOL Deitada ao sol Olhando o caracol A pensar no arrebol Linda na sua vestimenta Deitada ao sol Cabelos em desalinho sobre a cadeira preguiçosa O olhar se desviando para a rosa Outra manhã lhe chegava Mansa, calma Estava em paz no seu pequeno mundo sonia delsin  
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EXANGUE Ela morria O sangue esvaia Ia E ela não se dava conta da partida Ainda complicava sua vida Pobre mulher agonizante! Pobre ser errante! Personagem? Viagem? Volto no tempo e a visito A morrer A sofrer Sem entender o “viver” sonia delsin  
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ESTUPENDA VOZ a linda voz um dia vai se calar? Barbra um dia se calará? não, ela vai ser eternizada Barbra nunca ficará calada além de cantora ela é compositora atriz, diretora e produtora cinematográfica norte-americana minha admiração e meu respeito tantas vezes eu a ouço de olhos fechados estupenda voz como aprecio! sonia delsin  
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NEM QUE FOSSE POR UM DIA Vou contar um sonho Ou talvez uma aspiração que tenho Ver-te outra vez eu queria Nem que fosse por um instante Um dia Caminhar contigo os caminhos de outrora Perguntar: Por que foste embora? ... tão cedo de minha vida ... Queria me sentir novamente querida Querida Nem que fosse por um dia sonia delsin 
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VELHO AMIGO Amigo Nós corríamos perigo Sobre aquela ponte Sobre aquele monte Porém, nós não temíamos o horizonte Falávamos com o coração Deixávamos fluir a canção A palavra livremente nos saía Alcançava a baía A cidade O país Eu nem me importava se era aprendiz ... Nos aventurávamos nos verbos Nos versos Íamos distribuindo palavras como quem segue semeando Em terrenos férteis algumas sementes caíam Pena que outras não Elas ficavam abandonadas no chão Havia responsabilidade no escrever? Creio que era uma missão Tínhamos sempre a caneta à mão sonia delsin 
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APUNHALADA? Pelas costas foste ferida? Coisas da vida! Se a vida fosse o instante, o agora não haveria explicação Mas não! A vida é muito mais que tudo isso que se apresenta diante de nossos olhos A vida é a multiplicidade de instantes vividos Foste sim, traída, apunhalada Pensaste até: caí numa cilada Mas foi planejada Sem algozes, nem vítimas Acerto de contas? Ação e reação? Existe sempre uma explicação Está escrita nas estrelas? Há códigos secretos? Nada muito complicado Até fácil de ser compreendido Agucemos nossos sentidos Abramos nossos olhos e ouvidos sonia delsin 
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VENTO Vento que tange Que range Vento que agita ... Olho a noite Fria, bonita ... E eu? Eu ouvindo o vento Eu temendo o vento Eu ... pensamento ... Percorro caminhos dentro de mim E ainda assim Não me encontro Mas encontro respostas ... no vento sonia delsin  
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SILÊNCIO PROFUNDO Faço silêncio Ouço o silêncio No mais fundo de mim Bem assim Quietamente percorro meu ser Reflito sobre o “viver” O nascer, o morrer ... o renascer sonia delsin 
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AGUACEIRO Água que lava Que leva Água Diviso um novo horizonte Limpo Translúcido Lavado por esta abençoada água Vida - água Água – vida sonia delsin 
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A DOR DO MADEIRO Posso por pregos ser perfurada Por lanças ser torturada Ter meus órgãos vazados Posso provar a dor do madeiro Pensar que encontrei a dor do mundo inteiro ... Ainda assim não terei provado a amplitude do Cristo Posso ter provado toda dor Mas estarei tão aquém de quem é puro amor sonia delsin  
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QUANDO PARTISTE... pai, quando partiste fiquei tão triste era como se tivesse sido arrancado um pedaço de mim não conseguia entender tua partida na verdade não entendia a vida ... e os anos vieram, passaram tantas outras dores chegaram ... aos poucos comecei a entender e deixei de sofrer ... pensei que no eterno tudo é transformado ó, meu paizinho amado! tudo aos poucos vai sendo arranjado ... nos primeiros anos pensava em ti com tristeza pensava que estavas tão distante de mim ... hoje em dia penso que basta em ti pensar para me aproximar a vida é eterna e sempre vai continuar ... penso no teu abraço e me sinto abraçada penso no teu olhar e me sinto mergulhada em teus doces olhos sonia delsin  
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A VIDA EM SI Contar de um filme que assisti? Dum livro que li? Estou aqui A pensar Nos livros, nos filmes, nas histórias... Nos escritores, poetas, contadores, produtores, diretores, nos atores A arte em si não é imitada Não é limitada Expande-se o universo a cada instante E as obras se intensificam Somos a realidade e a ficção em ação Somos a miscigenação Por entre os palcos caminhamos Representamos, assistimos Choramos, rimos E a vida segue A vida em si é uma grande peça teatral Nada é igual sonia delsin 
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TEMPO PERDIDO? onde andam os meus vinte anos? onde ficou aquele tempo? perdido? aquele lindo vestido ...ah! ele era todo rendado por certo ficou guardado no passado ... onde anda a boca que me beijava? a boca que me sussurrava ... quantas palavras de amor! quantas promessas! quantos olhares apaixonados! ... teria o  amor desmoronado? então não era amor? os momentos ficaram eternizados não foram desperdiçados sonia delsin  
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NÃO DESPETALE Vento, não despetale a rosa Deixe-a mais tempo aberta Em sua glória Está tão linda Esplendorosa Vento, não judie da bela flor Deixe-a viver o seu tempo com todo amor sonia delsin  
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MANHÃ DE SEGUNDA-FEIRA Ia pelas ruas Ia sorrindo Achando tudo lindo, lindo Ia pelas ruas olhando as casas, as flores, os cães E alguns gatos Raros gatos apareciam nos quintais, nos jardins E pareciam tão preguiçosos Ia pelas ruas pensando Andando, andando E me deparei com um olhar Um olhar canino Tão doce Tão doce! Me apaixonei por aquele olhar dentro da minha manhã de segunda-feira sonia delsin  
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DA VIDA Viagens Passagens Outras aragens Outras passagens Sabe donde vens? Para onde vais? Encontraste tua paz? Da vida levamos sim... Levamos a nós mesmos para onde vamos Porque somos os herdeiros de nós mesmos sonia delsin 
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Ó! ó, quem fui! ó, quem sou! ó, quem serei! da semente ao fruto do plantio à  colheita a vida nos endireita sonia delsin 
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HÁ UM JARDIM há um jardim em mim ele tem o espinho da bela rosa e a maciez das pétalas ele tem o perfume e o beija-flor ele tem o significado da palavra amor sonia delsin