CURRUIRA

Na tarde quente ela canta
Tão pequenina e como canta!
Há horas em que “embobeço”
E penso
Por que não sou assim como a curruira?
Por que não me debruço e canto?
Por que não danço e canto embaixo deste sol ardente?

Por que há horas em que mora tanto silêncio dentro da gente?

sonia delsin  

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